Eu tenho a sorte
De viver todo dia
A intensidade e emoção
De um amor tranquilo.
Eu me deito e suspiro
Dentro do teu abraço,
Mais macio que os lençóis
E mais quente que o Maranhão,
E viajo pra longe de mim
Escondido no teu cangote,
Embalado na tua respiração.
Com você tenho a sorte de rir
Até esquecer-me de ir
Pra onde quer que devia,
Perdido em tamanha alegria;
Tenho a sorte de contar
Com alguém pra chorar
E mergulhar nos meus dramas
Sem temer me afogar.
Com você subo aos céus
E exploro as marés,
Colho estrelas com os dedos
E me encharco no convés.
Contigo sinto firmes meus pés:
Eu me reencontro
E também me desfaço -
Me esvazio de tudo
E me infinito de espaço.
O tempo que dividimos
É o tempo da paz:
Do silêncio solene
E do sino divino
Que anuncia a velhice
E me lembra quando fui menino.
Você, meu amor,
É o meu lírio da sorte
Que colore meu mundo fugaz
E enche minha vida finita
Do teu perfume lilás.
De viver todo dia
A intensidade e emoção
De um amor tranquilo.
Eu me deito e suspiro
Dentro do teu abraço,
Mais macio que os lençóis
E mais quente que o Maranhão,
E viajo pra longe de mim
Escondido no teu cangote,
Embalado na tua respiração.
Com você tenho a sorte de rir
Até esquecer-me de ir
Pra onde quer que devia,
Perdido em tamanha alegria;
Tenho a sorte de contar
Com alguém pra chorar
E mergulhar nos meus dramas
Sem temer me afogar.
Com você subo aos céus
E exploro as marés,
Colho estrelas com os dedos
E me encharco no convés.
Contigo sinto firmes meus pés:
Eu me reencontro
E também me desfaço -
Me esvazio de tudo
E me infinito de espaço.
O tempo que dividimos
É o tempo da paz:
Do silêncio solene
E do sino divino
Que anuncia a velhice
E me lembra quando fui menino.
Você, meu amor,
É o meu lírio da sorte
Que colore meu mundo fugaz
E enche minha vida finita
Do teu perfume lilás.
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