Na monção que encharca meu chão.
Há estultícia
Vitalícia em seu trepidar.
Há um vento que volta a soprar;
Há joio a ser colhido
E novamente nos campos esparramado;
Ave joio...
Sem ti, que seria o trigo?
Minto
Mente
Menta
O sabor
Saberei saborear
Quando não souber de saber
E souber sobreviver
Ao soco de mentir
Ao sentimento
De sentir
Sem que seja
Sobretuvir.
Amor que não é amor
Que não brotou
Que não tem cor
Que estremeceu
Mas não eu
Algo, alguém, o trem
Lá na passagem distante
Onde entra o amor
Antes de ser alguma coisa
É qualquer coisa
Que não seja
E seja amor.
Arranha rarefeita a trama desconexa
Sei lá se perversa, manha ou ganha.
Será que me apanha?
Será que desconversa?
Será que sabe até se bate o peito
Contra a fronte da tua testa?
O som é desconforto
Mas o ar é de "me peça"
Enquanto a vitrola vai batendo
Tentando coraçãoficar
Quem já ficou perdido na primeira remessa.