Vou pro raio que o parto!
Lá caio fulminante na moleira,
Arrebento qualquer sensação de broto
Com a fúria de tombar a madeira de mil sequoias milenares;
Lá reabro a ferida,
Enfio a mão inteira
Até sair do outro lado em carne viva,
Avesso porém redimido;
Lá renasço que não cresci pra ser crescido,
Eu sou pra sempre infante
Afetado de energia,
Um feixe de eletricidade rodando em infinito, pele adentro, pele afora, pelo aflito e arrepio!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Três dias
Parece que nos dias em que fui mais feliz, mais sofri
E vice-versa.
Minha mente nasceu querendo complicar,
Misturando euforia e melancolia
Num Yin Yang expressionista,
Todo borrado e desequilibrado.
Nessa bagunça, quanto mais se sente, mais se tudo.
Daí meu vício nesse negócio que chamam de amor;
É pior que ópio.
Um dia matei um pedaço de mim achando que seria mais fácil
E por um tempo realmente foi,
Mas a longo prazo é intragável ser incompleto -
O inconsciente não aguenta, precisa se fazer de Cristo e ressuscitar.
Porém, diferente dEle, Eu ressurjo aos poucos:
A terra não treme; a rocha não quebra; o sopro não entra no corpo de uma vez.
Estou revivendo ao longo dos Meus três dias
E quando chegar lá nada sabe qual Eu será, que bagunça dessa vez me formará.
Deuses queiram que eu saiba sobreviver a isso.
E vice-versa.
Minha mente nasceu querendo complicar,
Misturando euforia e melancolia
Num Yin Yang expressionista,
Todo borrado e desequilibrado.
Nessa bagunça, quanto mais se sente, mais se tudo.
Daí meu vício nesse negócio que chamam de amor;
É pior que ópio.
Um dia matei um pedaço de mim achando que seria mais fácil
E por um tempo realmente foi,
Mas a longo prazo é intragável ser incompleto -
O inconsciente não aguenta, precisa se fazer de Cristo e ressuscitar.
Porém, diferente dEle, Eu ressurjo aos poucos:
A terra não treme; a rocha não quebra; o sopro não entra no corpo de uma vez.
Estou revivendo ao longo dos Meus três dias
E quando chegar lá nada sabe qual Eu será, que bagunça dessa vez me formará.
Deuses queiram que eu saiba sobreviver a isso.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Dedicatória
Dedico-te minha vida.
Se não a aceitares,
Dedico meu amor.
Se não isso,
Minha dedicatória.
Se não,
Meu mais absoluto silêncio cheio de significado.
Se não a aceitares,
Dedico meu amor.
Se não isso,
Minha dedicatória.
Se não,
Meu mais absoluto silêncio cheio de significado.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Alteregologia
Meu limite não é a morte.
Poucos chegaram tão perto da imortalidade.
Quer saber o segredo?
Que pena.
Meu orgulho é grande demais para se liberar numa pequenez.
Minha mente não cabe no teu corpo.
Ela nasceu na carne certa para brilhar no escuro.
Prostra-te perante o Deus de fogo.
Poucos chegaram tão perto da imortalidade.
Quer saber o segredo?
Que pena.
Meu orgulho é grande demais para se liberar numa pequenez.
Minha mente não cabe no teu corpo.
Ela nasceu na carne certa para brilhar no escuro.
Prostra-te perante o Deus de fogo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Eterno em mim
(No Habrá Nadie En El Mundo - Buika)
Não falo mais que poesia
E um arranhado de violão alheio.
Eu sinto muito, demais até.
Se pudesse, me arrependeria pelos meus erros que vejo em você,
Mas o espelho está repleto de mim,
Ao ponto que deixei de enxergá-la.
Ainda vejo tuas dores.
Distanciei-as, mas vejo.
Elas são eternas em mim.
Por favor enxergue a eternidade.
Montaria
Monta o jumento, Maria!
Tá montada?
Faltou o rímel,
Um teco de pó -
E a base, Maria?
A base, porra!
Assim parece uma palhaça!
Dê cá o pincel,
Deixa que eu pinto.
Se bem que assim faz mais sentido...
Vai, termina de montar o burrinho.
Subiu? Tá no ar? Tá melhor?
Aprontada? Aprontou. Ufa!
Imagina se não 'tivesse aprontado?
Benzadeus!
Tá montada?
Faltou o rímel,
Um teco de pó -
E a base, Maria?
A base, porra!
Assim parece uma palhaça!
Dê cá o pincel,
Deixa que eu pinto.
Se bem que assim faz mais sentido...
Vai, termina de montar o burrinho.
Subiu? Tá no ar? Tá melhor?
Aprontada? Aprontou. Ufa!
Imagina se não 'tivesse aprontado?
Benzadeus!
No Hay Quien Viva Así
Cheia de felicidade com uma letra deprimente.
Mas tem coisa melhor que comemorar as tristezas?
Choremos a alegria então!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Incubadora
A boca chega a gangrenar
De tanto suplício
Encravado sob a língua
Nas veias entupidas que saem da mente.
Quando cuspo,
Só água e sangue;
Se engulo,
A ferroada vermelha lateja amarga.
Todo o amor reprimido nas papilas
Sem endereço de destinatário.
Como o poeta vai declamar
Se todo ouvido é surdo,
Todo olhar, daltônico
E a própria língua jaz muda?
Coisa horrível, pulsar sem batimento,
Sentir no todo o aquecimento e nada para refrescar.
Pois então para manter vivo o corpo febril
Sigo engolindo gelo,
Lançando cubos como moedas ao poço.
De tanto suplício
Encravado sob a língua
Nas veias entupidas que saem da mente.
Quando cuspo,
Só água e sangue;
Se engulo,
A ferroada vermelha lateja amarga.
Todo o amor reprimido nas papilas
Sem endereço de destinatário.
Como o poeta vai declamar
Se todo ouvido é surdo,
Todo olhar, daltônico
E a própria língua jaz muda?
Coisa horrível, pulsar sem batimento,
Sentir no todo o aquecimento e nada para refrescar.
Pois então para manter vivo o corpo febril
Sigo engolindo gelo,
Lançando cubos como moedas ao poço.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Sonhos de Uma Noite de Verão
Os passados têm me assombrado à noite
Com suas delícias excessivas.
Não faltam prazeres agora
Mas o outrora, sempre dourado pelo tempo
E amanteigado pela poesia,
Tem uma ternura leitosa.
O problema é que sou intolerante a lactose;
Mamo desenfreado até ficar constipado,
E de repente nem o presente engulo -
Parece um pão duro de realidade.
Viver sem futuro tem lá seus problemas...
Com suas delícias excessivas.
Não faltam prazeres agora
Mas o outrora, sempre dourado pelo tempo
E amanteigado pela poesia,
Tem uma ternura leitosa.
O problema é que sou intolerante a lactose;
Mamo desenfreado até ficar constipado,
E de repente nem o presente engulo -
Parece um pão duro de realidade.
Viver sem futuro tem lá seus problemas...
Rosnado
Lavrei o lacre
Virou um lavabo de tanta limpeza
E ainda assim emana de lá uma larva
Hermana das minhas levianidades
Casada com minhas bruxas
Estreitando as relações do meu bruxismo
Cima e baixo rangem atritando faíscas
O ralo gira em hélices pra serrar a carne
O cume da serra é só o ponto de partida.
Virou um lavabo de tanta limpeza
E ainda assim emana de lá uma larva
Hermana das minhas levianidades
Casada com minhas bruxas
Estreitando as relações do meu bruxismo
Cima e baixo rangem atritando faíscas
O ralo gira em hélices pra serrar a carne
O cume da serra é só o ponto de partida.
Assinar:
Postagens (Atom)