terça-feira, 8 de março de 2016
080316
segunda-feira, 7 de março de 2016
070316 (Ou HBP)
Não percebes a profundidade do teu olhar
Já que não podes fitar-lhe o desfim;
Não enxergas o conforto do teu sorriso
Nem ouves o suave timbre da tua grave voz
Quando resvala em meus ouvidos.
Não me queres deixar entrar
(Isso não faz mal, afinal somos breves ainda)
Sem saber quão amplas são tuas portas
E variados teus jardins.
Como sei?
Arranquei um vislumbre pela tranca
Debaixo das tuas feições
Quando em ti a escuridão brilhou.
070316
Eu não saberia dizer
O que é você,
O que sou -
Somos...
Eu não sei conceber
A sua missão
Dentro de mim.
Eu não consigo entender
O destino que o fino caminho do mundo
Traçou para nós,
Nem como a linha que escrevemos
Versará o estado de vida
Que a natureza quiser nos ser.
quarta-feira, 2 de março de 2016
020316
Com cheiro de cigarros brancos
Filtrados vermelhos
Nas taças que derramo pelo chão.
Já parou para analisar os cacos de cristal?
A cacofonia do ser é deveras interessante.
Deverias inteirar a cena, que parece um suplício mas não é;
É só um sulfite a se rabiscar.
É o dessufoco;
É o poeta-deus em foco.
terça-feira, 1 de março de 2016
Furiosa
Você nem imagina o quanto me desequilibrou;
Já desejo sentir raiva!
Estou completamente doente,
Caído na cama sem conseguir que mais fazer,
As vias aéreas outra vez entupidas de dor
E o que eu tinha recuperado de humano
Pra fugir desse meu bicho
Está sublimado n'algum outro lugar -
Subiu como se fosse uma camada de suor evaporando sob o furioso brilho do Sol.
Eis-me aqui seco,
Despido,
Lambendo os pelos pra ver se me livro
De pelo menos um pouco do excesso de ti.
Março derretido
Eu que sempre acreditei haver um por vida
Hoje chovo novas águas
Que pensei chover nunca mais.
Aquele velho desejo de Abris esplendorosos,
Aquele sonho de Maios sutis
E também o temor de Junhos invernais e Julhos congelados.
Mas por enquanto é Março,
Mês de poesia juvenil e lágrimas sorridentes,
De calor na cama e uma pele grudenta a derreter corpo afora,
Secando noutra carne ao tentar adentrar seus canaviais,
Buscando despejar no desconhecido mas já tão querido
E viver os carnavais da mente, marcianos,
Muito mais críveis que os de outros anais.
Esse mês é meu estado natural.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
270216
Esses amores não me bastam;
Como são horríveis!
Os amores desenvolvidos são péssimos.
Eu não quero desenvolver meu amor por você;
Eu não quero que nosso amor se desenvolva,
Que destino terrível!
Eu só quero ser apaixonado por você.
Eu só quero que nossa paixão se desenvolva infinita.
Eu prefiro que nos amemos distanciados, credo!
Como é possível querer só você,
Mas só te querer invisível?
Preciso dessa fotografia. Talvez desse filme.
Mas preciso de você, por favor, preciso de você.
Cala-te! Cala-me! Que calamidade!
Preciso estar em chamas, mas não posso ser Chicago...
Preciso de mim mesmo, é isso!
Mas preciso errado...
Que raios de imprecisão é essa que eu tinha esquecido, diacho?!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
240216
Não bastam três marias no canto da vida.
Não basta que sejam no indicador;
Não basta que estejam na mão direita;
Mal basta que sejam,
Que dirá estejam,
Misericórdia!
Tenham misericórdia, deusas,
Desses pseudo-deuses!
Tenham rapsódia dessa caça,
Eles Crassam errado.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Simples
Acho que as pessoas não são complexas -
Elas complicam demais;
Talvez inclusive por um medo de ser muito simples,
Sem saber que abraçar a própria simplicidade
É a melhor forma de se complexificar.