quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Belanço

Mais barulho, por favor!
A destreza do distúrbio me arrasa num
Preciso de fúria balançosa

A rasura dessa prosa
Não me apruma, só me atroça

Só no grito das palavras insignificantes
Ouço o montante
De uma vida a galope

A vida que rondante
Arredonda a mente
Arranca meus pés da frente dos passantes
Pra não cair da passarela
E saber voar ainda um tempo
- Pouco tempo parco -
Bela

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