Quanto do que quanto do que quanto do que quanto do que
Quanto é
Do que sou do que sou do que sou do que sou
O que sou
O que é
Do que soul?
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Amor, beleza e os afins
Ah, meu amor
Eu te vejo desfilando tua beleza
Mas ela não é mais pra mim.
Bonita, meu amor, é a paixão
Que é pra gente, sim,
Que é pro mundo, sim.
Amor não cabe na beleza
E vice-versa, é tudo sempre assim.
Ai, se eu pudesse ter só um pedaço dela,
Um pedaço de ti,
Seria amor enfim...
Daqueles que não têm frieza,
Que são mais amor,
O verdadeiro em mim
Que de verdade com certeza
Não tem muito além de ser afim;
De tudo um pouco,
É a beleza,
É o amor
E não é nada, enfim.
Eu te vejo desfilando tua beleza
Mas ela não é mais pra mim.
Bonita, meu amor, é a paixão
Que é pra gente, sim,
Que é pro mundo, sim.
Amor não cabe na beleza
E vice-versa, é tudo sempre assim.
Ai, se eu pudesse ter só um pedaço dela,
Um pedaço de ti,
Seria amor enfim...
Daqueles que não têm frieza,
Que são mais amor,
O verdadeiro em mim
Que de verdade com certeza
Não tem muito além de ser afim;
De tudo um pouco,
É a beleza,
É o amor
E não é nada, enfim.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Enterroplantiodesovapoçaficar
Quando se é muito auto-consumo
Ou, no reverso, euforia,
Resta pouco tempo para consumir
O que me propõe a vida.
Vida, aqui, não metafísica
Nem muito menos humana;
Vida concreta
Pichada em cimento
Puxada em tragadas.
Todo poema que tende à idolatria,
Conquanto nas letras jaz a expressão do ser,
Não deixa espaço para a lataria
Em que se encaixotam
Sardinhas e cachalotes
Sob os holofotes do rei,
Que hoje tem outro nome, pelo que sei,
Parando e deixando levar.
Brota um protótipo de poesia,
Um protopoema girino,
E logo desanda.
Essa vida, tampouco metafísica
Quanto humana,
É a encubadora
Que quis a vida,
Essa sim a louca,
Me soterrar.
Ou, no reverso, euforia,
Resta pouco tempo para consumir
O que me propõe a vida.
Vida, aqui, não metafísica
Nem muito menos humana;
Vida concreta
Pichada em cimento
Puxada em tragadas.
Todo poema que tende à idolatria,
Conquanto nas letras jaz a expressão do ser,
Não deixa espaço para a lataria
Em que se encaixotam
Sardinhas e cachalotes
Sob os holofotes do rei,
Que hoje tem outro nome, pelo que sei,
Parando e deixando levar.
Brota um protótipo de poesia,
Um protopoema girino,
E logo desanda.
Essa vida, tampouco metafísica
Quanto humana,
É a encubadora
Que quis a vida,
Essa sim a louca,
Me soterrar.
domingo, 23 de junho de 2013
Labirinto surreal das monções de uma mente
Captura de um pensamento;
Caça de uma ideologia;
Cápsula intragável
Da contradição contemporânea.
Quero catar-lhe os feitos,
Acatar sua forma,
Mas me escapa um leito fixo
Em que feitar.
Trajo qual brinco de borboleta gigante
Nos lóbulos escorridos
Até voarem e levarem consigo
Minha cabeça.
O elefante da razão,
Encorpado nas minhas longas orelhas
E trombas das panapanás,
É pesado no andar,
Mas voa com facilidade
Nesses tempos de não pensar.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Chamas; Chagas; Saga de um homem
Eis o homem cujo embalo é as correntes.
Arrastam-no à rua para gritar,
Prendem-no à casa para estar
Mal-estar.
O homem que descobriu o fluxo da vida
E a apatia dos dias por contar.
Homem que não cresceu e precisa de embalo
Apenas para conter o choro infantil
De quem não desmama;
De quem nunca ama;
De quem no fundo acredita ter descoberto
Que não existe amor;
De quem à mãe poesia chama
E nada mais ouve;
De quem houve e não sabe dizer se haverá;
De quem não chamará.
Arrastam-no à rua para gritar,
Prendem-no à casa para estar
Mal-estar.
O homem que descobriu o fluxo da vida
E a apatia dos dias por contar.
Homem que não cresceu e precisa de embalo
Apenas para conter o choro infantil
De quem não desmama;
De quem nunca ama;
De quem no fundo acredita ter descoberto
Que não existe amor;
De quem à mãe poesia chama
E nada mais ouve;
De quem houve e não sabe dizer se haverá;
De quem não chamará.
domingo, 9 de junho de 2013
Militância poética
Boca roxa de vinho.
Roxa de tapa.
De sexo.
Boca roxa de coisas mais...
O roxo deve ser a cor mais expressiva do corpo.
Da dor à dormência,
Do gozo à embriaguez,
Quero ser cara-pintada assim.
Bater no sistema que me tripudia
Beber revolta e poesia
E transar sagração.
Roxa de tapa.
De sexo.
Boca roxa de coisas mais...
O roxo deve ser a cor mais expressiva do corpo.
Da dor à dormência,
Do gozo à embriaguez,
Quero ser cara-pintada assim.
Bater no sistema que me tripudia
Beber revolta e poesia
E transar sagração.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Gregos, astecas, bárbaros e outros remorsos
A noite cai
Paulatinamente.
No seu grito, o açoite.
No seu seio, afoita.
A boemia está tomada
E Nix retorna ao desaparecimento.
Hoje reina Tezcatlipoca
E mais sacrifícios
Banharão a metrópole tropical.
A Paulisteia finda em guerra,
Os campos de cevada queimados
E a lavanda pragueja o chão.
Hoje não haverá revolução.
Paulatinamente.
No seu grito, o açoite.
No seu seio, afoita.
A boemia está tomada
E Nix retorna ao desaparecimento.
Hoje reina Tezcatlipoca
E mais sacrifícios
Banharão a metrópole tropical.
A Paulisteia finda em guerra,
Os campos de cevada queimados
E a lavanda pragueja o chão.
Hoje não haverá revolução.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Amor de guerra
O taxímetro apitou:
Era Taksim.
O carro balançava,
As chamas abafavam
Pelo vidro fechado
De um porto seguro
Pouco a salvo.
O sangue espirrava
No para-brisa borrado
E a gente lutava
Contra a infantaria
Desarmada.
Era Taksim
E o taxista não cobrou.
Desceu do carro e fez amor;
Amor de guerra,
Amor burguês feito ao contrário,
Que de amor burguês estamos fartos
Mesmo se somos.
Aquele velho espectro ainda ronda,
Oculto na copa das árvores
Rasgando-lhes a relva.
Mas de espectros a selva está repleta
E o sonho de ver esse monstro morto
Continua de olhos abertos
Ao menos por enquanto
Por aqui.
Era Taksim.
O carro balançava,
As chamas abafavam
Pelo vidro fechado
De um porto seguro
Pouco a salvo.
O sangue espirrava
No para-brisa borrado
E a gente lutava
Contra a infantaria
Desarmada.
Era Taksim
E o taxista não cobrou.
Desceu do carro e fez amor;
Amor de guerra,
Amor burguês feito ao contrário,
Que de amor burguês estamos fartos
Mesmo se somos.
Aquele velho espectro ainda ronda,
Oculto na copa das árvores
Rasgando-lhes a relva.
Mas de espectros a selva está repleta
E o sonho de ver esse monstro morto
Continua de olhos abertos
Ao menos por enquanto
Por aqui.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
The unlockable madhouse of joy
Have you ever cried over happiness?
'Tis a strange feeling.
To mourn joy in abstinence,
Shed tears over images of the foreseen
As if they were present,
Though one which just passed by
In the absence of time.
Have you ever been abstinent?
Felt the shell of a cold diziness
Embrace your sight
Like a tight silk jacket
Around the remains of life?
This is how one feels
When death presents itself to gladness;
The poisoning mixture allows space for grief only.
And saileth winds of madness
Inside the swirling mind of the lonely -
For lonesome, and lonesome alone,
Cometh riding for those who know
How to mourn that which is unmournable,
To cry for that which demands laughter
And end up locked from the inside.
'Tis a strange feeling.
To mourn joy in abstinence,
Shed tears over images of the foreseen
As if they were present,
Though one which just passed by
In the absence of time.
Have you ever been abstinent?
Felt the shell of a cold diziness
Embrace your sight
Like a tight silk jacket
Around the remains of life?
This is how one feels
When death presents itself to gladness;
The poisoning mixture allows space for grief only.
And saileth winds of madness
Inside the swirling mind of the lonely -
For lonesome, and lonesome alone,
Cometh riding for those who know
How to mourn that which is unmournable,
To cry for that which demands laughter
And end up locked from the inside.
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